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CARROS ELÉTRICOS
Em poucos anos, o consumidor brasileiro acostumado com motores movidos a
etanol, gasolina e GNV – terá mais uma opção: carros elétricos. A novidade
movimenta o mercado. Não apenas o automobilístico, mas também os setores que
serão beneficiados por esses novos veículos. Embora eles devam começar a
chegar em 2015, um empreendimento de alto luxo em Alphaville, na Grande São
Paulo, já tem previsto no projeto uma garagem adaptada para receber modelos
elétricos.
A construtora do imóvel, a BKO, afirma que esse diferencial é pioneiro no
mercado da construção, o que confirma duas realidades. Primeiro, que o setor
energético do país viverá uma autêntica revolução muito em breve. Segundo,
que a menos de cinco anos de começar a vender automóveis elétricos, as
grandes capitais brasileiras estão atrasadas em relação à infraestrutura
para receber a tecnologia.
No projeto imobiliário da BKO, cinco vagas terão estrutura para fiação e
relógios de medição de consumo. Segundo o diretor superintendente da
construtora e incorporadora de imóveis BKO, Mário Giangrande, a simples
medida além de proporcionar a tomada para o carro ser plugado, evitará as
intermináveis brigas de condôminos sobre quem irá arcar com o gasto
energético.
Pensamos em como estaria o cotidiano das pessoas em 2017. Por se tratar de
um prédio de luxo, a probabilidade de um proprietário ter um carro elétrico
é grande", afirma Giangrande.
Novidade aqui, no Brasil. Segundo o vice-diretor do comitê de veículos de
passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar
Napoleão, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, já está na legislação
que as construções novas devem ter adaptações para veículos elétricos,
inclusive de shoppings.
Além do relógio para separar o consumo de cada proprietário, a própria
tomada é um assunto importante dentro do mundo dos elétricos. O Mitsubishi
i-MiEV, por exemplo, pode ser conectado em uma tomada comum. Entretanto, há
modelos em desenvolvimento que têm sistema diferenciado. Por esse motivo, o
governo em parceria com órgãos de normas técnicas terá de estabelecer um
padrão.
"Essas tomadas diferentes vão passar por um tipo de normatização, como
acontece no Japão, para haver um padrão convencional. O mesmo acontece com o
plug para cargas rápidas, para não se repetir o que aconteceu com os
carregadores de celular, em que cada marca tem um tipo diferente�, diz
Maggion.
Fonte: G1 - http://g1.globo.com
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