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Lazer

Atualmente, os condomínios procuram oferecer áreas de lazer com diversas opções de entretenimento e serviços para toda a família, que vão desde equipamentos tradicionais como quadra poliesportiva e playground, a academias, churrasqueiras, brinquedotecas, salões de jogos, espaço gourmet, lanhouse e garage band. São recursos que valorizam o empreendimento, e estimulam os moradores a participar mais da vida do condomínio e a adotar uma rotina mais saudável.

Jovem: Entretenimento em casa, seguros e cercados de amigos

O conceito de condomínio-clube ampliou as opções de entretenimento aos jovens, proporcionando maior proteção ao convívio social e tranquilidade aos pais.

Divertir-se sem precisar sair de casa, com conforto, segurança e praticidade, tornou-se uma tendência após a emergência dos condomínios-clube, o que beneficiou particularmente os jovens. Além de contarem com toda a infraestrutura possível – de piscina aquecida à pista de skate, academia, quadra, cineminha, lan house e até garage band –, muitos condomínios estão investindo na consultoria de profissionais especializados, como professores de Educação Física, personal trainers e recreacionistas, para planejar e executar programações de atividades. A ideia é manter moradores entretidos e satisfeitos. As opções incluem recreação pedagógica, dança, esportes, lutas, corrida, música e até inglês.

A demanda por esse tipo de serviço acentuou nos últimos dois anos, de acordo com a consultora Sueli Ribeiro. Atuando há mais de uma década na área, ela desenvolve programas de lazer e qualidade de vida em condomínios de São Paulo. "Hoje esse tipo de trabalho é bastante requisitado inclusive por construtoras, que já querem entregar o empreendimento com o lazer em operação. Os moradores não precisam mais tirar o carro da garagem para levar seus filhos às atividades", conta.

Gilberto Daniel de Souza, gerente administrativo de uma construtora especializada no segmento de condomínio- -clube, também aponta as vantagens desse tipo de empreendimento. "É garantia de tranquilidade para os pais, que podem deixar os filhos com segurança e oferecer a eles atividades para seu desenvolvimento e bom convívio dentro de uma comunidade", diz.
O condomínio La Dolce Vita, que ocupa uma área de 7 mil metros quadrados no bairro Vila Romana, zona Oeste de São Paulo, ilustra bem essa realidade. Entre os moradores das três torres, há cerca de 35 crianças e jovens, que desfrutam de programação completa, comandada por uma empresa terceirizada. "Há atividades para todas as faixas etárias, todos os dias da semana. Entre as opções com mais adesão estão judô, jiu jitsu, capoeira, caratê, inglês, dança, natação e futebol", conta o síndico Harry Mihalescu. Há seis meses no cargo, ele conquistou ainda mais o envolvimento da molecada implantando o programa de síndico-mirim. Há um pequeno síndico para a faixa etária até 10 anos e outro de 10 a 17 anos. "Eles fazem sua própria assembleia para decidir assuntos de seu interesse, com direito à ata, edital no elevador, conselheiros, tudo direitinho. E tem até pizza para os participantes", conta Mihalescu.

O resultado foi a grande adesão de crianças e jovens às atividades coletivas e redução do vandalismo a praticamente zero no condomínio. "Eles passaram a decidir a programação, fiscalizar, cuidar de tudo pessoalmente. Sabem que se houver prejuízo não haverá verba para novidades. Ganhamos em qualidade de vida e os nossos jovens estão mais responsáveis", avalia.

Sueli também acredita que manter os adolescentes envolvidos com atividades saudáveis e integrá-los é o ideal em condomínios. "Num dos edifícios que atendo, o chefe da segurança comentou que não houve qualquer problema com a molecada no período das férias. Estavam todos muito ocupados com as atividades esportivas, com o tema Olimpíadas. Ficavam tão cansados e satisfeitos com as competições que não sobrava tempo para fazer bagunça no prédio", relata.

Além das atividades direcionadas para cada faixa etária, há programas que buscam integrar pais e filhos e atrações divididas por sexo. O condomínio Totalità, em São Caetano do Sul, oferece, por exemplo, o "cine meninas" e o "cine meninos", com filmes específicos para as turminhas. E há também futebol e vôlei para pais e filhos praticarem juntos, o que propicia o estreitamento das relações familiares de forma divertida e saudável.
A consultora Sueli indica que a programação deve ser definida em conjunto com os moradores. "Gosto de conversar com todos, oferecer sugestões, avaliar a receptividade e perceber o que cada grupo deseja. Criatividade é muito importante na hora de propor atividades", aponta.
Em boa parte dos condomínios as atividades não implicam em custo extra, eventualmente apenas o pagamento da avaliação física obrigatória. Dessa forma, as vantagens não pesam no bolso, pois as despesas estão embutidas na taxa do condomínio. Normalmente a satisfação é geral e o saldo positivo.

Cuidados com a área de lazer valorizam o condomínio

Cada vez mais as agruras da vida moderna têm transformado os condomínios em verdadeiros clubes. Para que enfrentar o trânsito e a insegurança das ruas, se o próprio condomínio oferece opções de lazer? O custo mensal de um professor de hidroginástica ou de um personal trainer para a sala de ginástica pode ser dividido entre os moradores interessados nas aulas, tornando a área de lazer um ponto de encontro agradável.
Atualmente, o consumidor procura uma área de lazer com diversas opções, que atendam às necessidades de toda a família. Muitas construtoras já perceberam o quanto foi ampliado o conceito desse espaço em condomínios. Segundo Odair Senra, diretor de incorporação da Gafisa, hoje o comprador exige qualidade. “A piscina não deve ser um mero espelho d’água. Climatizada, ela se torna muito mais utilizável. Uma sala de ginástica não pode estar apenas maquiada com uma esteira”, explica.

Ou seja: o lazer hoje é dirigido e não apenas um atrativo de vendas. Na opinião do diretor da Gafisa, muito dessa valorização se deve à maior preocupação com a saúde. Por exemplo, se o empreendimento dispõe de um bosque ou de uma grande área verde (outro ponto super valorizado, hoje, entre os lançamentos imobiliários), fica muito mais fácil fazer uma caminhada de manhã ou até à noite. “Se o consumidor tiver que optar entre dois apartamentos iguais, um com lazer e outro sem, certamente ele escolherá a primeira opção”, finaliza.

Se vantagens não faltam ao escolher um prédio com grande variedade de lazer, nem sempre a manutenção de todo esse aparato é tarefa fácil para o condomínio. O Condomínio Maison Blanche, por exemplo, com 44 apartamentos, localizado no bairro paulistano da Chácara Klabin, conta com sauna, sala de ginástica, quadra de tênis e vôlei, piscina, salão de festas e salão de jogos. Porém, o prédio foi entregue pela construtora, sem os equipamentos necessários. “Primeiro fizemos um fundo de reserva para fazer frente a todas as despesas necessárias. Conseguimos comprar tudo: móveis, aparelhos de ginástica, fogão, geladeira – sem onerar o condomínio”, explica a síndica, Teresa Keiko Hirata.

Para manter o patrimônio em ordem, só houve uma saída: as salas ficam trancadas, e cada condômino que pega a chave é responsável pelo espaço até sua devolução. “Essa maneira de agir limita um pouco o uso das salas, mas é uma forma de preservar a vida dos equipamentos”, conta a síndica.

A base para um bom funcionamento e organização da área de lazer deve estar no regimento interno do condomínio. “O regimento é aprovado em assembléia pela maioria e estabelece, por antecipação, as regras do jogo. Sem elas, certamente haverá confusão”, analisa Benjamin Souza da Cunha, Vice-Presidente de Condomínios e Relações Trabalhistas do Secovi-SP. É claro que as regras da boa educação ajudam bastante no bom funcionamento e na conservação das áreas de lazer. Não custa lembrar, ainda, a valorização do condomínio. Salões de festas e jogos equipados, piscina limpa e com mobiliário apropriado, churrasqueira em ordem são detalhes que valorizam qualquer apartamento.

A limpeza da piscina exige cuidados quase diários, normalmente feitos pelo zelador ou funcionário designado para tal atividade. Para deixar a água da piscina saudável, é preciso medir três elementos: a alcalinidade total (medir uma vez por mês), o pH (medir duas vezes por semana) e o cloro livre (medir três vezes por semana). Para o tratamento químico da água, existe no mercado o cloro granulado, que reúne inúmeras vantagens sobre o cloro líquido: não desajusta o pH, não mancha roupas, não irrita os olhos, não resseca os cabelos e não corrói os equipamentos. Procure uma marca de cloro granulado que dê garantia de qualidade e procedência do fabricante.

Outro ponto importante na limpeza da piscina é a filtragem da água: o sistema de filtragem limpa a água através da areia que está dentro do filtro, removendo cabelos, folhas, restos de protetor solar, algas e outras impurezas que reduzem a ação dos produtos químicos. A limpeza ao redor da piscina também deve ser feita de forma cuidadosa: varra sempre no sentido oposto ao da água.

A armazenagem do cloro e dos produtos auxiliares no tratamento da piscina, como os algicidas, estabilizadores, ajustadores de pH, decantadores, limpa bordas, etc., exige cuidados especiais. Esses produtos possuem ingredientes ativos incompatíveis entre si e, principalmente, com os produtos clorados. Por exemplo: jamais um frasco de ácido usado para redução de pH pode ser armazenado junto a um balde de hipoclorito de cálcio (cloro granulado).
Um pequeno vazamento do ácido em contato com o hipoclorito causa uma reação capaz de incendiar os materiais combustíveis próximos.
Portanto, para estocar com segurança os produtos para piscina, atenção:

  • Leia todas as instruções e precauções constantes nos rótulos;
  • Nunca armazene produtos químicos líquidos acima de sólidos;
  • Não armazene produtos químicos líquidos perto de cloros (dicloro/tricloro), sem uma divisão, eparando-os;
  • Não armazene produtos à base de dicloro e tricloro junto aos cloros granulados sem uma divisão, separando-os;
  • Escolha um local seco, com temperatura amena e bem ventilado para guardar os produtos;
  • Use somente água para extinguir incêndios com hipoclorito (nunca use extintores de pó seco para o hipoclorito);
  • Ao manusear os produtos químicos, sempre utilize luvas plásticas e óculos de proteção. Consultoria: HTH

 

Churrasqueira e Espaço Gourmet para condomínios

Comida, amigos e... integração
São várias as opções de lazer em um condomínio. Uma indispensável é a churrasqueira. A síndica Nélia Rosane Almeida tem duas no condomínio onde mora. Construídas junto com o Morumbi Garden, em 1993, contam com forno de pizza e são usadas pelos moradores quase todos os fins de semana. “É um espaço de lazer e convivência social entre os condôminos, em que podem ser realizadas festas, por exemplo. Mas, como temos dois blocos, cada prédio pode utilizar também de forma separada”, lembra.

O arquiteto Jonas Birger explica que as churrasqueiras são projetadas com alguns acessórios. “Pode ter o forno de pizza, grill, fogão elétrico, bancada feita em granito, pia, além da coifa para diminuir o cheiro do churrasco e não incomodar os apartamentos. Geralmente, elas são de uso mais diurno e ficam longe das piscinas”, ressalta. Já a arquiteta Mônica Drucker aposta em espaços modernos, principalmente em prédios de alto padrão. “O ambiente pode ter uma cobertura de laje e telha metálica ou de vidro com bambus, para proteger do sol, que torna o lugar muito bonito. Também pode ser feita com uma arquitetura tradicional, com telha em barro”, sugere.

Hoje, além das churrasqueiras, é comum encontrar em muitos condomínios o “espaço gourmet”, que integra vários ambientes. “É como se fosse uma grande sala para o convívio dos amigos. Conta com uma mesa para refeições especiais, churrasqueira, cozinha, além de integrar o salão de festas. O espaço gourmet é mais noturno”, destaca Birger. A arquiteta Mônica afirma que a integração é importante para utilizar o local da melhor forma possível. “Para não haver perda de espaço, muitos condomínios já têm essa opção de lazer, pois se pode utilizar para café da manhã, almoço, jantar. Há projetos modernos, com vidro laminado, portas de correr, mesas em granito, armários em madeira teca, que é mais resistente e pode molhar sem causar danos ao material”, conta.

Para manter em ordem esses locais de lazer recomendam-se alguns cuidados. “A conservação do espaço gourmet é feita como a de uma cozinha normal, com a limpeza de armários, mesas, bancos. É indicado uma saída de ar quente com dutos e filtros para não ter a compressão de ar dentro do ambiente”, alerta Mônica. Já o arquiteto Jonas Birger complementa: “É melhor construir esses espaços o mais longe possível dos apartamentos para evitar problemas com barulho e cheiro. Também não é recomendável carpete, porque é um local sujeito a cair óleo, gordura ou qualquer tipo de alimento. Geralmente, as churrasqueiras ou espaços gourmets têm piso frio, ou seja, revestidos com cerâmica, porcelanato ou granito.”

Salas de Jogos para condomínios

DIVERSÃO PARA CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS
Durante o tempo em que permaneceu como síndica do Condomínio City Park, na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, Maria Cecília Fonseca Genevcius promoveu uma ampla reforma da área comum do local, especialmente nos térreos das suas quatro torres, de dezoito andares. Além de uma sala de visitas, de fitness, da brinquedoteca e de um bem equipado home-theather, Maria Cecília implantou um salão dotado de mesas de jogos de dama e xadrez, de sinuca e carteado, mais o tênis de mesa e o pingue-pongue. “Fizemos uma ampla pesquisa de fornecedores através da própria Direcional Condomínios, porque queríamos produtos profissionais, que não gerassem gastos futuros com manutenção”, relata Cecília, hoje conselheira no condomínio.

Segundo ela, duas câmeras de CFTV monitoram o uso dos equipamentos, já que a sala é parcialmente liberada para maiores de sete anos – a sinuca está permitida somente a partir dos 14 anos. Os rondistas da equipe de segurança também observam a movimentação do espaço; por outro lado, cabe aos porteiros controlar os acessórios da sinuca, tênis de mesa e xadrez. As apostas em dinheiro ou outros valores estão “terminantemente proibidos”, conforme determina o regulamento de utilização do espaço, de “caráter estritamente recreativo”.

Disponibilizar salas de jogos aos moradores representa uma das opções de entretenimento e sociabilidade mais comuns dentro dos condomínios. “Atendemos a uma média de 15 a 20 por mês, variando de acordo com a época, pois nas férias e final de ano, por exemplo, esse número aumenta”, diz Sabrina Andréa, gerente de vendas e assessora de comunicação da BrinQi. Dentro de um amplo portfólio de produtos de entretenimento, a BrinQi comercializa mesas de futebol de botão, pingue-pongue, tênis, pebolim (ou totó), snooker, tabuleiro de xadrez ou dama, carteado e Aero Hockey. “São produtos que atendem a crianças, adolescentes e adultos”, observa Sabrina. A gerente explica que o pingue-pongue, o pebolim e o snooker representam, nesta ordem, itens “essenciais na montagem do salão”.

A empresa, com mais de 15 anos no mercado, realiza um estudo do espaço dos condomínios, bem como do perfil dos usuários, em busca das opções mais adequadas ao cliente. Por outro lado, está sempre de olho nas tendências do mercado. Neste ano, por exemplo, aumentou a linha de mesas de jogos e em 2011 lançará produtos de fabricação própria, entre eles uma mesa eletrônica. Mas os destaques ficarão por conta do Mini Air Boy e do Taco Crazy. O primeiro propiciará “um jogo divertido, com o objetivo de fazer gols, em que um disco corre sobre a mesa, direcionado por dois rebatedores”. O segundo apresentará uma adaptação do pebolim, porém “com muito mais agilidade”.

Em São Paulo, a BrinQi realiza a montagem dos equipamentos, informa Sabrina, destacando ainda o curto prazo de entrega e a preocupação com a segurança e qualidade dos seus materiais. No restante do País, o atendimento é feito via transportadoras, mas o frete deve ser custeado pelos clientes.

Na Fantasy Play o carro-chefe de sua linha de jogos fica por conta das mesas de Air Game, diz Ricardo Alvite, diretor comercial da empresa, que tem sete anos de mercado. A Fantasy atua também com playground, mobiliário infantil, pisos de borracha e grama sintética. Para as salas de jogos, a empresa oferece, além do Air Game, pebolim, mesa de tênis e de sinuca. Neste ano, está com uma novidade, uma mesa multiuso, “quatro em um”, ou seja, uma estrutura única que conjuga atividades normais de mesa, além de sinuca, pingue-pongue e botão.

Segundo o diretor comercial, dois dos benefícios que os clientes usufruem com a empresa se encontram no amplo estoque e no desenvolvimento de projetos personalizados. A Fantasy visita os condomínios para conhecer as dimensões do local e as necessidades dos moradores e, assim, indicar os equipamentos apropriados. “Temos a maioria dos produtos em estoque”, destaca Ricardo, o que lhe permite garantir a rapidez na entrega dos produtos. Outra vantagem é o plano facilitado de pagamento, que pode ser dividido em até seis vezes. A Fantasy atende aos pedidos de todos os estados brasileiros, através de transportadoras.

Bem equipadas, salas de jogos e de ginástica se transformam em espaços de convivência dentro do condomínio. Se o seu prédio é antigo, talvez já esteja na hora de reformar o salão de jogos e a sala de ginástica. Se o condomínio é novo, certamente ainda nem dispõe dessas áreas totalmente montadas. Para um caso ou outro, trate com muito critério essa parte do prédio. Afinal, elas podem garantir agradáveis momentos de lazer para moradores de todas as faixas etárias.

ESPAÇOS DE LAZER
Bem equipadas, salas de jogos e de ginástica se transformam em espaços de convivência dentro do condomínio. Se o seu prédio é antigo, talvez já esteja na hora de reformar o salão de jogos e a sala de ginástica. Se o condomínio é novo, certamente ainda nem dispõe dessas áreas totalmente montadas. Para um caso ou outro, trate com muito critério essa parte do prédio. Afinal, elas podem garantir agradáveis momentos de lazer para moradores de todas as faixas etárias.

Antes de equipar a sala de jogos, uma boa idéia é fazer uma pesquisa no condomínio, que pode ser coordenada por uma comissão de moradores criada para esse fim. Defina, assim, quais os jogos preferidos e se a maioria dos usuários será de jovens ou adultos – nunca se esquecendo, é claro, de quanto o condomínio quer e pode gastar.

Quem não gosta de relaxar, simplesmente reunindo alguns amigos para um bom carteado? A um custo baixo, o condomínio pode dispor de mesas apropriadas, com tampo de feltro, ou até com tablado para xadrez ou dama. Boas pedidas para jovens e adultos são mesas de bilhar, ping-pong e pebolim, e ainda um jogo de dardos, se houver espaço. Para os game-maníacos, uma TV com vídeo-game pode ser uma opção, desde que o condomínio queira investir e tenha regras claras para o uso e cuidados com o equipamento (uma sugestão é deixar a TV e o vídeo-game num armário com chave, que só será entregue, mediante solicitação do morador; ele fica responsável pelo bom funcionamento dos aparelhos até a devolução da chave).

É claro que precisa haver um espaço adequado para montar uma sala de jogos com boas opções. Porém, uma mesa de carteado, uma de sinuca e talvez um pebolim não requeiram uma sala muito ampla e já garantam uma boa diversão. Porém, para que todos se divirtam sem chateações, é preciso que fique bem clara a idéia de divisão de responsabilidades dentro de um condomínio.

O que é de um é de todos e, portanto, todos devem zelar pelos bens comuns. A idéia é simples e o princípio básico que deve nortear as atitudes dos moradores – todos: crianças, jovens e adultos – é a boa educação. Enfim, não faça na sala de jogos e com os seus equipamentos o que você não faria no seu apartamento. Simples, não? Infelizmente, na prática nem sempre funciona. Uma idéia que limita o uso, mas costuma funcionar, é deixar a sala trancada. Cada morador que quiser usá-la pega a chave e é responsável pelo bom funcionamento da sala até trancá-la e devolvê-la. Bolas, tacos e raquetes também costumam ficar guardados, geralmente sob a supervisão do zelador e só são entregues ao morador, quando solicitado.

 

Playground : Lazer com segurança e saúde

Confira o tipo de estrutura, acabamento e desempenho oferecido pelos brinquedos e verifique a toxidade dos materiais utilizados.

A certificação compulsória ainda não chegou ao segmento dos playgrounds, mas os fabricantes se adaptam cada vez mais às orientações contidas na NBR 14.350, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para proporcionar brinquedos mais seguros às crianças. O Instituto Brasileiro de Qualificação e Certificação (IQB), criado pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, já oferece um serviço de certificação voluntária para essas empresas. “Os técnicos do IQB fazem uma verificação in loco nos brinquedos, realizam testes de segurança conforme a NBR e deixam recomendações para eventuais correções no projeto”, afirma Sinésyo Batista da Costa, presidente da Abrinq. “Se o síndico exigir que o equipamento do fabricante seja certificado, ele terá um parque mais seguro”, garante.

De acordo com a arquiteta Mara Cabral, alguns erros são ainda muito frequentes nos condomínios, como “brinquedos mal dimensionados para o espaço, quinas e cantos na circulação, vegetação tóxica na área do playground, além de falta de acessibilidade e de manutenção”. Entretanto, novos conceitos começam a aparecer nos projetos. “As gangorras não descem mais até o chão, são amortecidas com um conjunto de molas e assim não esmagam mais as crianças que por acidente venham a cair dela, nem desfavorecem aquela que sai por último do brinquedo.

O gira-gira não é mais vazado, traz uma plataforma no piso que se movimenta junto com o assento. E o balanço não está mais conjugado com o brinquedão, ficou independente. Os pregos nos brinquedos de madeira foram substituídos por parafusos embutidos ou encapados”, exemplifica Mara.

A preocupação com a segurança do playground envolve estrutura, acabamento, posição dos equipamentos, acessórios e também saúde. Segundo a norma da ABNT, em termos de estrutura, o brinquedo não pode exibir trincas, deformação ou danos permanentes e nenhuma conexão deve afrouxar. As plataformas que estão ao alcance dos pés precisam ser horizontais e uniformes e os degraus têm que ser espaçados por igual. Em termos de acabamento, é preciso encapar roscas de parafusos salientes, evitando a presença de elementos pontiagudos.
As superfícies dos corrimãos devem ser lisas e contínuas, sem lascas ou pontas. Já o layout do conjunto deve apresentar brinquedos e acessórios com um distanciamento mínimo, para que uma criança não atinja as demais.

Quanto à saúde, para o tratamento das partes confeccionadas com madeira é desaconselhável o uso de preservantes tóxicos, como o pentaclorofenol ou seus sais. Na verdade, a arquiteta Mara Cabral recomenda que toda a estrutura seja produzida com material atóxico. Para evitar acidentes e fraturas, a arquiteta sugere a aquisição de brinquedos de extremidades arredondadas, guarda-corpo com barras de proteção na vertical, escorregador com curva de desaceleração (“assim a criança não descarrega o peso do corpo no joelho nem no cóccix”), e balanço com no máximo dois assentos, de material leve.

Finalmente, os modelos devem ser apropriados às faixas etárias. “Para crianças de zero a cinco anos, são recomendados brinquedos que estimulam os sentidos (cheiro, tato, cor, audição), formas, tamanho e equilíbrio. Os brinquedos com mola vêm com tudo”, destaca.

 

Lazer - os condomínios necessitam planejar o espaço destinado às crianças

Cano, cachorro, criado, carro, crianças. Os chamados cinco “cês” dos condomínios costumam causar polêmicas e atritos na convivência entre os moradores. Mas sempre há caminhos possíveis para trazer paz e tranquilidade para a comunidade, principalmente em se tratando de crianças. Afinal, o que querem nossos pequenos? Espaço para brincar, afirmam até mesmo os especialistas em educação.

Para Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em Educação Especial e Psicopedagogia, os condomínios necessitam planejar o espaço destinado às crianças. “Além do cuidado com a escolha dos locais, é preciso adaptá-los às questões de segurança, de higiene e definir os brinquedos de acordo com a faixa etária dos usuários, prevendo ainda a manutenção rotineira e a reposição de alguns materiais”, orienta.

Vânia Dal Maso, gerente geral de atendimento de uma administradora que atende a 435 condomínios, observa que “criança ocupada não gera problemas”.
Vânia percebe que a rotina dos pais que trabalham fora o dia todo leva as crianças a descerem desacompanhadas para as áreas de lazer. Com as crianças ocupadas com a escola e atividades extras, os problemas crescem nas férias.

“Quando elas se juntam em grupo, saem tocando a campainha dos apartamentos ou passeando nos elevadores”, aponta. Uma opção que costuma dar certo é a eleição do síndico-mirim. “Já acompanhei até assembleia entre crianças para eleger seu representante. Era um condomínio com muitos problemas envolvendo as crianças, especialmente na faixa etária entre oito e 12 anos, e foi preciso chamá-los à responsabilidade. O síndico-mirim não deve ser o dedo duro que delata os colegas, mas aquele que orienta o porquê não devem pular no elevador ou esvaziar o extintor. Recomendo sempre para prédios com muitas reclamações relacionadas aos pequenos”, comenta a gerente.

ATIVIDADES MONITORADAS

Para os condomínios-clubes, com muitas opções de lazer, a saída é a contratação de empresas especializadas em atividades físicas e recreação infantil.
“As empresas orientam as atividades infantis, criam torneios esportivos e são a melhor saída para condomínios com muito espaço para as crianças. Mas, como se trata de uma fatura que todos os moradores irão pagar, tendo ou não filhos, essa iniciativa deve ser aprovada em assembleia”, orienta.

A professora de Educação Física Juliana Crepaldi é sócia de uma empresa que promove atividades visando a qualidade de vida em empresas e condomínios e afirma que é possível atuar até em edifícios com espaço limitado. “Já prestei serviços em condomínios com pouca estrutura, que nem quadra tinha. Tudo depende do número de participantes, mas até mesmo o salão de festas pode ser usado.” Para crianças com até dez anos ela recomenda atividades recreativas, e para os maiores de dez, prática esportiva nas diversas modalidades. O grande desafio acontece nas férias, sustenta Juliana: “Trabalhamos para deixar mais produtivo o tempo livre das crianças.”

A pedagoga Maria Irene Maluf concorda com Juliana e completa: “É possível entreter e ensinar com pouquíssimo material e em um espaço relativamente desprovido de adaptações, dependendo é claro da idade das crianças e da exigência de um adulto por perto. Existem tapetes de borracha, quadros imantados, lousas, livros, quebra-cabeças, instrumentos musicais simples, sucatas, massinha de modelar, jogos em geral, que todas as crianças adoram e que um profissional especializado sabe explorar de modos inusitados.”

Mas é claro que nada dispensa um bom playground – além de agradar as crianças, um espaço com brinquedos atualizados valoriza o edifício. César Pinto, síndico do Edifício Plaza Monjardino, com dois blocos e 148 apartamentos na Vila Sônia, zona Sudoeste de São Paulo, levou para a assembleia a aprovação de verba extra para a reforma do playground do condomínio. “Temos ainda os brinquedos de madeira originais do prédio. E a principal queixa das mães é que eles estão instalados sobre a grama, que se transforma em terra durante a brincadeira, além de não oferecer segurança.” Na reforma, serão instalados brinquedos de plástico e 150 metros quadrados de piso de borracha, mais seguro.

No Quintas do Morumbi, condomínio com 50 mil metros quadrados de área total situado na zona Sul, sendo 35 mil de área verde, os 14 pontos com quiosques, bancos e brinquedos de madeira recebem atenção constante. Afinal, o condomínio é praticamente uma minicidade, com 644 apartamentos divididos em 11 torres. Meticuloso, o síndico geral Riccardo Ravioli tem o número exato de crianças moradoras: 100 na faixa etária de zero a quatro anos, 123 de cinco a oito e 145 de nove a 12 anos. A estrutura de lazer é completa: são duas brinquedotecas (uma para os pequenos de zero a quatro anos e outra destinada para cinco a nove anos), quadra coberta e piscina descoberta e coberta aquecida.

Skate e bicicleta são proibidos. Uma empresa contratada é responsável pela assessoria esportiva e de lazer. Há aulas de ballet, judô, natação e futebol e festas nas datas comemorativas, como Páscoa, Halloween, Dia das Crianças e Natal. “Se temos que advertir uma criança, é porque o responsável que a acompanhava tomou alguma conduta errada. Na verdade temos mais trabalho com os pais do que com as crianças”, esclarece Riccardo.
Conforme a pedagoga Maria Irene, no condomínio, diferentemente de uma escola, as crianças estão em suas casas e não se sentem na obrigação de obedecer a alguém. “Por isso, é importante que algum adulto que costume tomar conta dela esteja presente, nem que seja esporadicamente”, arremata.

HORA DE FESTA!

Comemorar datas como o Dia das Crianças, Festa Junina, Halloween e Natal é sinal de sucesso entre os pequenos. No Condominium Club Ibirapuera, em Moema, com 272 apartamentos e uma população estimada de 300 crianças, as festas já são tradição. O gerente Carlos Tadeu Machado conta que no dia das crianças, por exemplo, o condomínio aluga brinquedos, contrata barraquinhas com guloseimas e atrações como teatro de fantoches e escultura de balões. “Alguns moradores reclamam do barulho, mas a maioria compreende”, afirma o gerente, para quem as crianças não são problema no cotidiano da administração.
“Já vi muita criançada virar adolescente enquanto estou aqui. É preciso diálogo para um bom relacionamento.”

Além do condomínio na Vila Sônia, César Pinto é presidente da Associação dos Amigos de Terras de Santa Adélia, condomínio horizontal com 392 lotes e 60 casas em construção em Vargem Grande Paulista, e também aposta nas festas como momento de interação entre os moradores e alegria para as crianças. Este ano aconteceu a primeira comemoração do dia das crianças no Santa Adélia. “Nada melhor do que criança para aproximar as pessoas.” Para César, as festas têm um custo muito baixo e, caso o condomínio não possua verba aprovada, podem ser pagas com a venda de ingressos e patrocínios.

 

Brinquedoteca - Espaço organiza e amplia as possibilidades de recreação nos condomínios

A engenheira civil Ana Josefa Severino Pereira resolveu, há cerca de seis anos, encarar um novo desafio: tornou-se síndica do Condomínio Piazza Di Toscana, no Jardim Avelino, zona Leste de São Paulo, maneira que encontrou para ficar mais próxima dos filhos, então muito pequenos. E ao acompanhar o crescimento de Giovanni e Giulianna, hoje respectivamente com dez e sete anos, percebeu que era preciso mexer na área de recreação do edifício para atender melhor aos pequenos e aos maiores. “Tínhamos um único espaço, havia sempre conflito entre eles e somente uma mesa de pingue-pongue, que vivia quebrando e dando custo de manutenção”, lembra Ana Josefa, que resolveu repaginar o ambiente e uma área então aberta. “Criamos espaços diferenciados para cada faixa etária”, diz.

Atualmente, os condôminos do Piazza contam com uma brinquedoteca, destinada à recreação das crianças com até dez anos de idade; o espaço teen, para os adolescentes; e o salão de jogos propriamente dito, este para os jovens e adultos. A brinquedoteca possui um armário “tipo colméia”, onde são disponibilizados brinquedos educativos. Tem ainda equipamentos avulsos, como gangorra. O ambiente recebeu também um cantinho para estudos e leitura, com quatro conjuntos de mesas e cadeiras escolares, puffs coloridos e uma televisão. No espaço teen, inaugurado no ano passado, os adolescentes contam com TV de LCD com DVD, sofá, mesa para fazer a lição escolar e bancada para notebook. E no salão de jogos, além da tradicional sinuca, há mesa para jogar cartas, xadrez, mais o pebolim.

A especialista em brinquedos e jogos lúdicos, a professora de Pedagogia e Educação Física Vania Maria Cavallari, é uma grande defensora das brinquedotecas, destacando que “a criança brinca por natureza”. “O ser humano primeiro brinca, depois trabalha, portanto, a criança que brinca torna-se um adulto autônomo e produtivo”, afirma. Vania Maria recomenda que se organizem as brinquedotecas com “pequenos cantos” (com casinha, salão de beleza, instrumentos musicais, brinquedos de montar etc.), pois essa “diversidade de objetos aguça a imaginação das crianças”. As fantasias também chamam a atenção dos pequenos, acrescenta.

A especialista recomenda ainda, de preferência, que esses espaços ofereçam a orientação de um profissional habilitado. A orientação permite explorar todo o potencial dos brinquedos e objetos disponibilizados às crianças, destaca. No Piazza Di Toscana, os menores devem estar sempre acompanhados por um responsável ou adulto, mas as atividades monitoradas acontecem em geral no final das férias escolares, ministradas por uma profissional da área de recreação - mas sem custo para o condomínio, ressalva a síndica Ana Josefa.

Ana Josefa comanda hoje outro condomínio localizado na região, o Reserva Jardim Tarumã. Lá os condôminos também possuem os serviços de uma brinquedoteca, mas esta já foi entregue montada pela construtora do empreendimento, há pouco mais de um ano. O Reserva possui demais serviços de lazer e entretenimento, como lanhouse, salão de jogos para adultos, cine kids e garage band. “Os condomínios estão se equipando dessa forma para oferecer um pacote completo no próprio local de moradia”, comenta Ana Josefa. A síndica, porém, deixa uma dica valiosa aos seus colegas: impor horários e controle de uso desses espaços. (R.F.)

 

Qualidade de vida nos condomínios

É possível atender as necessidades de moradores de todas as idades, com atividades esportivas, festas e espaços que promovam o bem-estar e a melhor convivência.

Os problemas de convivência têm sido apontados por muitos síndicos como os maiores entraves na administração de condomínios. Oferecer um ambiente acolhedor e voltado para a prática de atividades que facilitem o bem-estar é uma das tendências para minimizar os atritos e promover a qualidade de vida de toda a comunidade.

A síndica Ana Josefa Severino Pereira não mede esforços quando o assunto é garantir serviços para os moradores e melhorar a convivência. Há cinco anos à frente do Condomínio Piazza di Toscana, com cinco torres, 168 apartamentos e uma área de 8 mil metros quadrados, Ana recentemente transformou parte da sala de repouso da sauna, que vivia ociosa, no Espaço Estética. O serviço, terceirizado, oferece limpeza de pele, drenagem linfática, massagem antistress e depilação. Cada morador paga apenas o que utiliza, e a empresa que usa o espaço paga um aluguel ao condomínio. O Espaço Mulher do condomínio funciona da mesma forma, e com muito sucesso entre os moradores, oferecendo serviços de cabeleireiro.

Além dos serviços terceirizados, Ana já transformou em tradição as festas que organiza. São comemorados no condomínio dia das mães, dia dos pais, dia da mulher, festa junina, dia das crianças e Natal. Ana salienta que não mexe no caixa do condomínio para pagar as festas. “Vendemos convites a um custo baixo, justamente para estimular os condôminos a participarem”, diz. No último dia dos pais, a própria Ana cuidou do preparo da feijoada. Na festa junina, houve recorde de público - 300 pessoas -, constatando o sucesso da iniciativa.

Para estimular a prática de atividade física, a síndica firmou ainda parceria com uma empresa que oferece aulas diversas, como ioga e personal trainer. Outra profissional disponibiliza aulas de dança do ventre para as moradoras. Cada condômino paga diretamente aos profissionais os serviços que utiliza.

Para o professor de educação física Marcelo Mancini, habituado a cuidar da estrutura de áreas de lazer de grandes condomínios, é possível estimular a saúde nesses espaços, indo além dos exercícios físicos. “Trabalhamos também a saúde mental, com atividades como ioga, alongamento, tai chi chuan e relaxamento. Além disso, há as atividades voltadas para as crianças, como judô e ballet, que oferecem tranquilidade aos pais, que sabem que seus filhos estão bem acompanhados dentro do próprio condomínio”, avalia.

A psicóloga Blenda Oliveira criou uma empresa justamente para prestar serviços relacionados à qualidade de vida, levando até aos condomínios um programa de atividades relacionadas à educação física, nutrição e psicologia. “O trabalho é desenvolvido por uma equipe formada por psicóloga, psicopedagoga, educador físico, nutricionista e profissional das artes, e atendemos bebês, crianças, jovens e adultos”, explica. A grade das atividades é desenvolvida conforme a demanda do cliente. O custo pode ser pago por morador ou rateado entre o condomínio. Há desde recreação infantil e ioga para crianças a atividades artísticas, como dança, música e artes plásticas, passando por orientação e organização com as tarefas escolares, arteterapia, coaching e grupos de reflexão temáticos com adolescentes e pais. “Temos percebido que há condomínios com estrutura muito boa, porém não tão bem aproveitada. Outros que não oferecem variedade nas opções de lazer. Há também uma necessidade de conscientização dos moradores em geral quanto à importância da conservação de um espaço que é de todos, como também uma socialização que resulte em benefícios à qualidade de vida dos condôminos”, acredita.

Simplicidade e remodelação

Basta abrir os jornais para constatar: nos lançamentos de empreendimentos imobiliários, chama a atenção a variedade de itens oferecidos nas áreas de lazer. Para a arquiteta Patrícia Valadares, gerente de projetos da construtora Tecnisa, após uma época em que foram valorizados os itens tecnológicos, hoje há um retorno para a busca do bem-estar. “São coisas simples, como banho de ofurô, sala de massagem ou de ioga”, diz. Segundo a profissional, através de pesquisas com moradores, a Tecnisa constata que esses espaços são realmente utilizados. Ela cita ainda outras construções simples e não onerosas como tendências nas áreas comuns: redários, praça da fogueira e forno de pizza, além da garage band e do pet care. O conceito, explica, é que essas áreas não gerem custo para a administração do condomínio, mas que cada condômino pague pelo que usar. “Condomínios já existentes podem adaptar um canto pouco utilizado em local para colocar algumas redes, quem sabe até instalando uma fonte e deixando o local/espaço agradável”, orienta. “Muitos prédios antigos têm grandes áreas comuns porém mal aproveitadas”, completa.

Para que não haja o risco de uma área de lazer “micar”, ou seja, ser pouco utilizada, Patrícia afirma que é preciso haver um casamento entre o tipo de apartamento e o perfil dos moradores com os espaços do térreo. “Se os apartamentos são pequenos, ter um espaço gourmet no térreo costuma agradar.

Já apartamentos com churrasqueira na varanda limitam o uso da churrasqueira do condomínio”, diz. A arquiteta cita o exemplo de um condomínio na Mooca, com quatro torres. Projetado pela falida Encol, há cerca de 15 anos, a obra foi retomada pela Tecnisa. “O empreendimento tinha pouquíssimas áreas de lazer, como playground, piscina e quadra. Fizemos um retrofit do térreo, e incluímos mais 15 itens de lazer. Na última década o lazer ganhou outra proporção nos condomínios”, aponta, completando que é preciso considerar outros públicos, além das crianças, ao pensar as atividades voltadas para o bem-estar. Deve-se levar em conta, por exemplo, as necessidades da terceira idade.

A partir de 2010, os novos empreendimentos da Tecnisa ganharão pequenos detalhes que farão toda a diferença para os idosos, como áreas comuns de convivência, menos escadas, mais rampas, acesso facilitado às piscinas, fechaduras invertidas, pisos opacos e antiderrapantes, eliminação de cantos vivos, áreas de circulação e portas mais largas, entre outros detalhes.

Em muitos condomínios, ganhar espaço é o grande conflito quando se trata das áreas de lazer. Mas, poucos procuram dar um melhor uso ao jardim. “Há até 10 anos, o jardim era mais um lugar de contemplação do que de uso. Hoje, cada metro quadrado é muito caro para deixá-lo apenas como visual. É possível ter um jardim bonito e utilizá-lo, um uso não exclui o outro”, afirma o arquiteto paisagista Benedito Abbud, que recomenda a criação, nos jardins, de espaços de lazer para todas as idades. Uma sugestão é criar um ambiente de estar, com mesinhas e bancos dispostos a 90 graus um do outro, facilitando a conversação. Abbud aconselha o uso de móveis de madeira que resistam ao tempo (como ipê, teca ou eucalipto tratado), de alumínio com trama sintética ou até mesmo de plástico, podendo receber também um pergolado coberto. “Há opções para todos os bolsos”, pondera.

Outras ideias são utilizar equipamentos de ginástica de troncos de eucalipto, próprios para áreas externas, e construir áreas para churrasco. Quando há total impossibilidade de realizar essas benfeitorias, o paisagista sugere rever as instalações de todo o térreo do prédio no momento de refazer a impermeabilização. “A impermeabilização tem uma durabilidade entre 25 e 30 anos. É uma obra cara e chata de ser feita, mas inevitável. Nessa hora é necessário remodelar o térreo do prédio em função das novas necessidades”, finaliza.

Entretenimento nas férias nos condomínios-clube



Os condomínios-clube entraram definitivamente na paisagem dos grandes centros urbanos, o que gerou nova demanda para as administrações. Afinal, como aproveitar melhor piscinas, quadras, churrasqueiras, espaços gourmet, salas de vídeo, jogos, brinquedotecas, academias de ginástica e até, em alguns casos, a garage band? A dúvida ganha corpo especialmente no período de férias, em que crianças, jovens e adolescentes passam grande parte do dia dentro de apartamentos, entretidos apenas com jogos eletrônicos e a internet. “Até as construtoras estão nos procurando hoje para programar atividades para esses espaços”, aponta Sueli Ribeiro, empresária da área de entretenimento e personal graduada em Educação Física.

Atuando em condomínios desde 1999, Sueli começou a organizar eventos e atividades de entretenimento em 2003, em geral com uma programação anual, mas ressalta que ainda dá tempo para os síndicos e as administrações pensarem em algo para este verão. “A criança precisa de socialização, se ela não tiver o que fazer, acaba se fechando. É importante que tenha oportunidade de integração com outras crianças, jovens e adolescentes”, diz. Uma das opções é trabalhar com atividades esportivas e de recreação divididas por faixa etária, orienta. “O condomínio nem precisa ter todos os equipamentos de lazer, o que vale é a criatividade dos organizadores”, aponta.

Sueli recomenda, entretanto, que em meio a essa agenda mais orientada por idade, que se promova pelo menos uma atividade que reúna a todos. É o caso do acantonamento, muito utilizado pelas escolas. Aproveitando-se do espaço do salão de festas, jogos ou brinquedoteca, Sueli propõe uma noite de brincadeiras e sono, entre 19hs e 10hs do dia seguinte, em que todos, acompanhados por monitores e orientados para atividades propícias, tenham oportunidade de exercitar o convívio com a diferença.

Para a psicóloga e pedagoga Patrícia Vieira Spada, pós-doutoranda pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “é extremamente importante que a família tenha um lugar para se reunir, sociabilizar e conviver dentro de um condomínio”. Além da necessidade que crianças e jovens têm de “gastar energia através de jogos e brincadeiras, precisam ser orientadas pela família, em primeiro lugar, a compartilhar a área comum”, destaca Patrícia. “Ou seja, é necessário ensiná-los a conviver também com outros que não reconheçam como sendo íntimos - sendo que o foco deve ser o respeito pela individualidade versus o coletivo, o espaço que é deles, mas também de outros.”

André Franco, personal trainer que também atua com condomínios, sugere, por sua vez, uma programação não somente para o público infanto- -juvenil, como para a terceira idade, oferecendo-se dança de salão e jogos, entre outros. Segundo Patrícia Spada, “é importante o envolvimento das famílias na organização e confecção das atividades nas áreas de lazer. Por meio disto, tanto as crianças quanto os jovens poderão perceber o interesse dos pais e dos outros adultos em ocupá-los com ações construtivas, o que acaba fortalecendo a relação afetiva entre eles e deles com o condomínio”. (R.F.)

 

Fonte: http://www.direcionalcondominios.com.br

 

 
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