Página inicial Matérias Eventos Eventos Classificados Fale conosco


matérias

Pisos

Condomínios suportam o trânsito interno de muitas pessoas diariamente, por isso, todo cuidado é pouco na hora de escolher os pisos que irão revestir calçadas, áreas internas, externas e de lazer do edifício. O ideal é que se faça um estudo de cada ambiente para que o piso escolhido esteja adequado ao uso e atenda aos requisitos de resistência, durabilidade, facilidade de limpeza e manutenção, evitando comprometer sua vida útil e levar a administração do condomínio a ter que providenciar reparos frequentes.


A manutenção dos pisos do condomínio

Da calçada às áreas internas do prédio, passando pelas áreas de lazer, todo cuidado é pouco na escolha e manutenção dos pisos do condomínio. Afinal, edifícios pressupõem o trânsito interno de muitas pessoas, danificando os pisos com rapidez e exigindo maior cuidado na limpeza e tratamento dos materiais.

Na verdade, tudo deve começar com a calçada. Afinal, calçada mal cuidada causa péssima impressão. Por lei, é obrigação do responsável pelo imóvel (seja ele proprietário ou locatário) a construção e manutenção da calçada. Segundo a lei 10.508/88 do município de São Paulo, a existência de buracos, ondulações, desníveis ou obstáculos que impeçam o trânsito livre e seguro dos pedestres prevê multas aos responsáveis pela calçada. No caso de calçadas consideradas inexistentes (em que o mau estado de conservação exceder 20% de sua área total), será aplicada multa de 5,0 UFM (Unidade Fiscal do Município de São Paulo, com valor unitário de R$ 53,74) para cada cinco metros ou fração de testada do imóvel; no caso de calçadas em que o mau estado de conservação não exceda a 1/5 da área total, a multa é de 1,5 UFM para cada metro linear.

Segundo o arquiteto Gustavo Partezani Rodrigues, um dos responsáveis pela elaboração do Guia para Reconstruir as Calçadas do Centro, lançado pela Prefeitura de São Paulo, no início de 2002, a maioria das calçadas da cidade não condiz com a lei. Uma dica aos síndicos: procure dar uma identidade visual à sua rua e ao bairro, deixando sua calçada em harmonia com a dos vizinhos. “Na dúvida, faça a calçada com concreto desempenado ou ladrilho cinza. Assim, ela fica neutra, causando menos poluição visual e destacando mais a fachada do prédio”, ensina o arquiteto. Os materiais considerados adequados pela lei são: o concreto, o ladrilho hidráulico (como o do mapa de São Paulo) e o mosaico português. A pedra miracema e a ardósia, fartamente utilizadas em calçadas pela facilidade de reposição e baixo custo, são inadequadas, por prejudicarem o trânsito de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê, por exemplo.

Também o uso de mobiliários, em calçadas, é regulamentado. Para a colocação de floreiras ou lixeiras, é necessário solicitar autorização junto à Prefeitura. Floreiras, vasos ou lixeiras não podem obstruir o acesso a entradas e saídas de locais públicos ou privados. A calçada deve preservar uma faixa livre de, no mínimo, um metro para o pedestre (ou 1,20 metro para garantir o conforto e o tráfego das pessoas portadoras de deficiência).

Já o plantio de árvores e o ajardinamento do passeio são permitidos ao munícipe, desde que respeitadas certas normas: as árvores só devem ser plantadas ao lado da via que não tenha fiação aérea e postes, e o ajardinamento pode ser executado em calçadas de largura mínima de 1,5 metro, não excedendo 1/4 da largura total da calçada.

Manutenção e restauração de pedras

Com a calçada em ordem, repare na aparência dos pisos das áreas comuns do seu condomínio. É normal encontrar pisos de pedras naturais - mármore, granito, pedras mineira, goiás ou miracema, só para citar algumas das mais usadas - sem brilho e cheias de porosidades. Na opinião de Daniela Carvalho de Souza, diretora da Polipiso Revitalização de Pisos e Fachadas, há uma grande falta de informação dos funcionários de condomínios em relação aos produtos de limpeza adequados para uso em pedras. “São utilizados, erroneamente, alvejantes, produtos ácidos e à base de álcool. Aplica-se ácido com lavadoras de alta pressão, o que vai corroendo a pedra, um elemento mineral composto de cristais. Esse tipo de limpeza cria cada vez mais poros no piso”, explica a profissional. Para Edson Gatto, da Restauro Serviços Especializados, que faz tratamento de granito, mármore, granilite e pedras naturais, na limpeza cotidiana, o ideal é usar apenas água, no máximo com sabão neutro: “A limpeza com produtos químicos abre porosidade na pedra, o que acumula ainda mais a sujeira”.

Há, no mercado, produtos adequados para a limpeza de pedras naturais. A Diambra Superabrasivos importa uma linha de produtos da Alemanha. São limpadores intensivos (o R55, por exemplo, não é ácido e é indicado para o uso periódico, de acordo com o tráfego no local, inclusive em pedras polidas) e para limpeza diária (como o P24, um condicionador de pH neutro, que cria um filme invisível no piso, dá brilho e funciona como repelente da sujeira). A empresa ainda dispõe de impermeabilizantes que penetram na pedra, protegendo-a contra água, sujeira e raios ultra-violeta. Eles não criam aquela película sobre o piso que acaba descascando com o tempo. O produto fica invisível e deve ser aplicado por pessoal especializado.

Mas, se o estrago já foi feito pela má manutenção ou pela ação do tempo, a solução mais econômica é restaurar o piso danificado. “Uma pedra é eterna e sempre tem solução”, diz Daniela Carvalho de Souza, da Polipiso. Por isso, procure uma empresa experiente que fará uma avaliação do local e indicará o tratamento adequado. O trabalho é feito com abrasivos diamantados em liga metálica ou resinóide, em conjunto com máquinas politrizes de piso de alta performance, sempre à base de água, evitando o acúmulo de pó. Aspiradores de líquido garantem a limpeza permanente do local de trabalho.

Segundo Edson Gatto, da Restauro, o processo de restauração feito por meio de desbaste da pedra com abrasivos diamantados e pós-polidores elimina ranhuras profundas e corrige desníveis de rejuntamento: “A tecnologia utilizada à base de água não gera poeira, pois ela se mistura com a água e fica localizada”.

Opções práticas e modernas

Além das pedras naturais, há pisos que oferecem praticidade e beleza para as áreas comuns dos condomínios. Uma opção é o piso em concreto estampado colorido da Pisoart. Há 10 anos no mercado brasileiro, a Pisoart utiliza tecnologia norte-americana - é o mesmo piso que está em toda a Disneyworld e, no Brasil, em parques como o Hopi Hari, shoppings centers, flats, estacionamentos e condomínios. A rápida execução - podem ser feitos, em média, 200 m2 de piso por dia -, é um dos grandes atrativos mesmo sendo um processo de realização in loco. Outra grande vantagem é ele não necessitar de contrapiso: basta terra bem compactada com brita e malha de aço para a instalação. Segundo Luiz Gross, diretor da Pisoart, dependendo das condições do antigo piso do local, ele nem precisa ser retirado para a colocação do outro em concreto estampado. Tudo depende de uma análise detalhada feita pela empresa.

Há uma grande variedade de cores e estampas (o grande lançamento, hoje, é a imitação do mosaico português) que, aliadas ao preço acessível e à facilidade de manutenção, (água e sabão neutro), tornam o concreto estampado uma alternativa viável aos prédios. “A resistência é superior à das pedras e o piso recebe uma resina protetora, que evita manchas de óleo, por exemplo”, explica Gross.

Já os playgrounds são espaços especiais que merecem cuidados redobrados na instalação de um piso. Há 4 anos, a Brasibor produz o Piso ‘i’, feito de borracha reciclada e resistente aos efeitos do tempo. Instalado em placas autotravantes, de 20 mm de espessura e que não levantam pontas, o piso é antiderrapante, absorve impactos e garante sossego para os moradores. “A borracha absorve o som, diminuindo em mais de 50% o barulho causado pelas brincadeiras dos pequenos”, garante José Nelson Lopes dos Santos, diretor da Brasibor.


Tratamento de piso das áreas comuns dos edifícios

DA LIMPEZA À RESTAURAÇÃO, CONFIRA O QUE FAZER EM CADA REVESTIMENTO

Limpeza e Manutenção de pisos internos e externos das áreas comuns fazem parte da rotina dos edifícios, mas há situações em que mesmo que se realizem esses procedimentos com frequência, a sensação do condômino é a de que o revestimento está mal cuidado. O zelador Zacarias da Silva Moreira, do Condomínio Edifício Visconde de Monte Negro, localizado na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo, está constantemente às voltas com a limpeza da pedra Miracema das calçadas, no entanto, as manchas persistem e dão um aspecto envelhecido ao piso. Além disso, conforme o tipo de produto que aplica, as pedras ficam esbranquiçadas. “Qual o tratamento mais indicado para essa pedra?”, questiona Zacarias, que emenda outras dúvidas, perguntando ainda sobre o granito do hall social e o granilite da área de serviços e escadas.

Esses são questionamentos comuns aos funcionários de manutenção dos condomínios, pois cada tipo de piso e uso demanda um cuidado diferenciado. E, muitas vezes, procedimentos equivocados podem comprometer a integridade ou vida útil de um revestimento, como utilizar máquinas de lavagem de alta pressão em pisos internos ou ceras e impermeabilizantes em pisos cerâmicos ou pedras, conforme observa o arquiteto Celso Farkuh. No caso das dúvidas apresentadas pelo zelador do Visconde de Monte Negro, Celso comenta que em relação à pedra Miracema, as manchas esbranquiçadas podem ter surgido da aplicação de resina ou pela evaporação de água, em que “aflora um produto do cimento” (“calcinatação”), processo típico de “pisos onde existe impermeabilização de laje”.

Outras manchas surgem dos respingos de óleo dos veículos, observa, “e sua remoção é bem trabalhosa”, mas o uso combinado de produtos desengraxantes com a lavagem com máquinas de alta pressão (a uma distância mínima de 50 cm) pode diminuí-las com o tempo. Segundo o síndico do Edifício Neo Ipiranga Concepto e empresário do segmento de pisos, Márcio Garcia, a remoção total de manchas provocadas pela absorção de óleo e gordura é muito difícil nas pedras. “A Goiás e Miracema somente podem ser limpas com produtos mais agressivos e derivados de ácidos. Nestes casos, o segredo é enxaguar bem e aplicar um produto para neutralizar o ácido, pois mesmo enxaguando-o, este penetra na pedra e fica por vários dias agindo e ‘esbranquiçando’ a superfície”, explica Márcio.

Outras pedras permitem polimento, como a Mineira, completa o empresário. Também o granilite, alvo de preocupação do zelador Zacarias, pode ser polido. Aliás, o polimento talvez seja a única solução para o seu condomínio, já que o granilite encontra-se bastante poroso, problema que pode ter sido gerado pelo uso de limpa pedra ou de outros produtos corrosivos ao cimento, observa o arquiteto Celso Farkuh. Celso comenta ainda sobre o problema descrito pelo zelador em relação ao granito opaco do hall social. O desgaste está certamente relacionado ao tempo de uso, o que pede um “restauro com polimento especializado, com o uso de rebolos diamantados, que retornam o brilho natural da pedra”. O arquiteto alerta ainda que as ceras não devem ser aplicadas em granito ou mármore, pois são absorvidas e geram manchas, as quais poderão ser removidas somente após o polimento.

Vizinho de Zacarias, o zelador José Fernandes, do Edifício Maggiore, enfrenta problemas com manchas no granito apicoado. A indicação, neste caso, é chamar uma empresa especializada, para avaliar o grau de contaminação e propor a solução mais apropriada, recomenda Celso. Para Márcio Garcia, este tipo de revestimento é muito utilizado em áreas abertas pela sua função antiderrapante, o que justamente traz uma dificuldade a mais para a manutenção. “A propriedade antiderrapante não anda junto com a limpeza, uma vez que a sua superfície é rústica e segura a sujeira.” O ideal seria então promover “uma limpeza técnica e impermeabilização com hidro-óleo, processo que deve ocorrer a cada quatro ou seis meses”, orienta Márcio.

Soluções diferenciadas

Da limpeza à restauração, a solução para o revestimento dependerá de seu estado, adotando-se procedimentos adequados conforme cada tipo de piso (cerâmicos, pedras, vinílicos, epóxi, concreto, base cimentícia etc.). Todos estes, se estiverem em áreas cobertas, não poderão ser lavados com máquinas de alta pressão nem limpos com produtos químicos, alerta o arquiteto Celso Farkuh. O uso de detergentes, panos úmidos com desinfetantes e de vassouras de pêlos está, por sua vez, liberado para todos. Já a combinação entre cera e enceradeira fica restrita aos cimentícios. Nas pedras, pode-se utilizar enceradeira, enquanto vinílicos e epóxi permitem cera (sem enceradeira).

Na limpeza da superfície externa, as máquinas de lavagem em alta pressão e as enceradeiras são indicadas, desde que se tomem alguns cuidados (uma distância inferior a 50 cm do bico do jato de água danifica o piso). Mas o uso de limpa pedra (ácido muriático diluído) deve ser vetado, recomenda Celso, já que o produto corrói o cimento do rejunte e, com o decorrer do tempo, pode até remover as pedras da superfície. Para o ciclo completo do tratamento desses pisos, o empresário Márcio Garcia preparou um quadro para os leitores da Direcional Condomínios, publicado abaixo. (R.F.)


Mix de revestimentos ajuda a delimitar o uso dos espaços comuns em condomínios

Para o arquiteto Benedito Abbud, que lançou recentemente uma nova versão de piso cerâmico drenante, a escolha do material deve atender antes a outro critério. “É preciso definir bem como vão usar a área, pois muita gente passa grande parte de suas vidas dentro dos condomínios”, observa. Como as edificações mais antigas acabam, necessariamente, em algum momento, passando por obras de impermeabilização, como é o caso do edifício do Marajoara Sol, Abbud recomenda que os condôminos aproveitem a ocasião para reavaliar a destinação da área comum. “Vamos pensar principalmente neste espaço para uso da criança e do adolescente”, acrescenta.

Assim, é possível aproveitar uma área grande para implantar um mix de pisos, cada um delimitando a finalidade do espaço. “Para a circulação entre a portaria e o hall, por exemplo, recomendo fazer uma praça de chegada, que sirva ainda como local de convivência entre as pessoas.” Basta atender a alguns critérios básicos, que servem para o revestimento de qualquer ambiente externo: o material tem que ser antiderrapante, fosco e resistente à abrasividade (no mínimo, um PI 4). Dependendo da finalidade do lugar, deve ainda ser macio, mas, de forma geral, com as cores harmonizadas, em tonalidades próximas ao bege. “Os pisos escuros absorvem muito calor”, alerta o arquiteto.

Segundo ele, os condomínios podem recorrer aos revestimentos emborrachados nas áreas e equipamentos infantis e naquelas frequentadas pelos adolescentes. O piso asfáltico entra como alternativa; por ser maleável, é indicado para quadras de usos múltiplos ou campos de spiribol, nova prática esportiva que vem conquistando a garotada. Já nos espaços dos adultos, como as churrasqueiras, a escolha pode recair sobre o porcelanato fosco, que não escorrega nem absorve gordura. O importante é que crianças, jovens, adolescentes e adultos sejam contemplados em suas necessidades de lazer e circulação, em que cada espaço traga “um piso organizado para o seu uso”.

O arquiteto divide os revestimentos em quatro grandes grupos. No primeiro, se encontram os cerâmicos e porcelanatos, que permitem a combinação de cores às vezes em uma única peça, além de composições “sempre bonitas”. No segundo estão as pedras, como a luminária, o mosaico português e ardósia. Mas esta é uma opção já descartada pelos condôminos do Bloco 10 do Marajoara Sol, uma vez que seu tratamento e manutenção exigem mais cuidados e nem sempre dão os resultados desejados, observa a subsíndica Suzanah. Outros dois grupos de revestimentos são os de base cimentícia (como o granilite) e os emborrachados.

A ideia é que se repense o conceito de uso do espaço, ressalta Benedito Abbud, compondo-se um mix entre essas soluções. Mesmo nos ambientes internos, observa o arquiteto, a tendência é o uso dos tipos foscos e práticos, que facilitam a limpeza e a manutenção. Quanto ao piso drenante recém-lançado, o arquiteto explica que o revestimento é próprio para calçadas dos passeios públicos e recuos das edificações, em locais sem lajes na base. A primeira versão é de 2006, feita à base de pedrisco e cimento. Agora em 2010, durante a Feicon (18ª Feira Internacional da Indústria da Construção), realizada no mês de abril em São Paulo, Abbud lançou o Drenac, em associação com um grande fabricante do segmento cerâmico. “O Drenac é ecologicamente mais correto, porque feito com cerâmica reciclada moída selecionada.” Ele apresenta um nível de até 82% de absorção da água, é atérmico e confortável para a caminhada, finaliza.

PASSEIO PÚBLICO

A Prefeitura de São Paulo instituiu há cinco anos o Programa Passeio Livre, como forma de padronizar as calçadas da cidade, as quais são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis. Com base no Decreto Lei 45.904/2005, elas devem atender a toda uma normativa para garantir a acessibilidade, segurança, conforto, continuidade do deslocamento, qualidade estética, entre outros. O passeio deve ser subdividido em três faixas (de acesso, livre e de serviço), adotar um sistema construtivo pré-determinado e utilizar somente três tipos de pisos (placas pré-moldadas em concreto, ladrilho hidráulico ou concreto). Em termos de acessibilidade, principalmente para idosos, portadores de deficiência ou pessoas com mobilidade reduzida, ele determina critérios para rebaixamento de guia, sinalização tátil, de direcionamento e guias de balizamento. A Prefeitura editou uma cartilha bastante didática sobre o assunto, que pode ser baixada via internet do endereço http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/pdf/cartilha_ passeio_livre.pdf.

A padronização dos passeios está prevista no Plano Emergencial de Calçadas (PEC), baseado na Lei 14.659/07, da vereadora Mara Gabrilli (PSDB), a qual por sua vez foi regulamentada pelo Decreto 49.544/08, visando assegurar de uma forma mais rápida a mobilidade acessível. O dispositivo estipula as rotas emergenciais que deverão receber prioridade nas fiscalizações e intervenções. Cada subprefeitura tem um programa de ação.

 

Tratamento de piso: Vida nova às superfícies em áreas externas e internas do seu condomínio

Como assegurar a renovação de uma superfície sem precisar enfrentar os transtornos típicos das reformas, como quebras de pisos, preparo de argamassas e escolha de outro revestimento? O mercado oferece a opção de contratar empresas especializadas em tratamento, restauração, polimento e impermeabilização de diferentes tipos de pisos em pedras (mineira, granito, granilite, mármore e ardósia), concreto e pastilhas.

O tratamento e a restauração são feitos à base de produtos químicos, que retiram o excesso de sujeira e ceras, além de manchas superficiai s . Já o polimento regulariza a superfície por meio de um processo de desgaste mecânico até a recuperação do brilho natural, eliminando as manchas. Pode haver ainda a aplicação de resinas para acentuar o brilho, além da impermeabilização. “Cada processo se complementa”, afirma Geraldo Souza Dias, proprietário da Restaurato, empresa com tradição de 20 anos de mercado em Belo Horizonte (MG ) e que chegou há cinco em São Paulo.

“O tratamento se baseia em limpeza com produtos químicos e a impermeabilização cabe a pisos novos ou polidos, ou, ainda, com pouco sinal de desgaste. O polimento resulta de um processo mecânico de desbaste”, explica. A Restaurato realiza o serviço em diferentes tipos de pisos, como granito, mármore e granilite, “sendo que para os dois primeiros utilizamos maquinário italiano, único em São Paulo, o qual possibilita a sua total recuperação, sem o uso de resina ou a cristalização e vitrificação”.

Segundo Geraldo, os processos revigoram os pisos, permitem o fechamento dos poros e restabelecem o brilho original da pedra. Mas a utilização de produtos abrasivos, como água sanitária ou limpa pedra, o mau assentamento e a aplicação de revestimento inadequado para o volume de circulação local interferem na durabilidade do piso, observa.

Na Italimp, outra empresa com grande tradição no mercado, o cliente recebe um atendimento personalizado e “soluções de acordo com seus interesses e necessidades”, afirma o diretor de marketing Anderson Fernandes. Seus serviços abrangem tratamento, limpeza, polimento e impermeabilização em pedras naturais, mármore travertino e branco, granilite e piso romano, entre outros. Uma equipe da empresa costuma ir até o cliente avaliar as condições do piso do local e, desta forma, indicar o serviço mais apropriado, diz. “A diferença entre um processo e outro se dá no aspecto final.” Segundo ele, a impermeabilização com hidro-óleo mantém as características originais com relação à cor e aspecto visual. Já um revestimento tratado ou impermeabilizado com resina acrílica com base em água ou solvente forma sobre o piso um filme fino e resistente, “o qual também oferece proteção, mas dá mais contraste de cor e brilho”. Com 18 anos de mercado, a Italimp tem entre seus serviços mais solicitados a restauração de escadarias de pisos de granilite, remoção de acúmulo de cera em ardósias e polimento de mármore travertino, afirma o diretor de marketing.

“Restaurar, dar brilho, resistir ao tráfego e à umidade, proteger o piso e aumentar a sua vida útil” são os principais objetivos da Suprema do Brasil. Com 16 anos de mercado, a empresa conta com a assessoria de químicos, que “pesquisam os melhores produtos para cada fim e indicam a solução mais adequada para o cliente”, afirma a proprietária Andréa Stacco. A empresa realiza tratamento, restauração, impermeabilização e manutenção em granilite, ardósia, mármores, granitos, marmorite, cerâmicas, cimento queimado, paviflex, vinílicos, epóxi e pedras em geral. Para cada tipo ou uso, é aplicado um produto diferenciado, destaca Andréa.

No caso da impermeabilização, observa-se se a área é interna ou externa e se está sujeita à umidade. Em garagens, por exemplo, utiliza-se um produto resistente a bases ácidas e que repele água, água de bateria e óleo. “Costumamos unir o que há de melhor entre o técnico, o operacional e o ecologicamente correto para ajustar nosso trabalho à necessidade do cliente. Treinamos ainda um funcionário do local para fazer a conservação correta, mas caso o cliente prefira, prestamos esse tipo de serviço”, afirma Andréa. A empresária diz que uma boa manutenção exige que se mantenha a superfície sempre limpa, seca e isenta de poeira e que se utilizem apenas produtos neutros, “diluídos corretamente”.

Tratamento, restauração, polimento, limpeza pós-obras, impermeabilização e revitalização compõem o portifólio de trabalho da Restauro, empresa que está há dez anos no mercado, com o foco “na sustentabilidade e na prestação de serviços sem quebras, sujeiras e maiores transtornos para os locais e seus respectivos clientes”. Segundo o coordenador de marketing Felipe Rosa Gatto, a empresa atua em condomínios, residências e comércio em geral, com todas as superfícies em pedras, além de cimento e pastilhas. O coordenador de marketing lembra que “a restauração consiste em devolver ao revestimento sua aparência natural, o polimento trata de uma lapidação da pedra, a impermeabilização é um trabalho de proteção do piso contra água, óleo ou outras substâncias danosas e a revitalização de brilho garante um aspecto final melhor acabado, além da sua conservação”.

Na Tratamento Piso, os serviços também abrangem tratamento, restauração, polimento e impermeabilização, em que os dois últimos são complementares aos primeiros processos, explica Márcio Garcia, proprietário da empresa. “Nossos técnicos realizam uma avaliação do piso levando-se em conta o seu estado de conservação, a logística interna e a expectativa do cliente”, destaca. Márcio Garcia conduz a Tratamento Piso faz 15 anos, desde que herdou um trabalho iniciado pelo pai há quatro décadas. Segundo o empresário, o tratamento do piso “demanda um baixo custo ao cliente, ideal para quem tem um orçamento apertado e que precisa de uma resposta rápida no aspecto visual”. No entanto, completa, no futuro o revestimento precisará receber um polimento, “pelo uso de produtos químicos que agridem a superfície”. “O polimento tem um custo mais alto, porém sua qualidade técnica tanto no aspecto funcional como no visual supera o tratamento e sua conservação é de fácil manuseio.” Neste ano, a empresa incorporou o epóxi em sua carteira de trabalho, piso que, segundo Garcia, pode ser aplicado em garagens, indústrias ou locais que apresentem indícios de umidade.

Outra empresa que executa serviços relacionados a pisos é a Agilimp, que ainda faz pinturas de superfícies em concreto, como as garagens. A Agilimp atua com pintura nas edificações de maneira geral, afirma seu diretor comercial e proprietário, Sílvio Roberto Fernandes. Implantada há 15 anos, a empresa tem como grande diferencial o fornecimento de produtos como removedores, cera e limpador neutro, acompanhados de assistência técnica e orientação para a manutenção posterior dos revestimentos.

“Oferecemos o treinamento ao cliente e fazemos todo um acompanhamento no pós-venda”, observa Sílvio Roberto. Segundo ele, há superfícies que apresentam vida útil de até sete anos depois de concluídos os trabalhos, se houver a manutenção adequada. A utilização de ácidos ou água sanitária, por exemplo, corroem o piso, criam poros e eliminam o brilho. “Esses processos representam uma grande economia para os condomínios, principalmente de água”, ressalta o empresário. “Com o polimento, as escadarias e áreas comuns podem ficar até um ano sem ser lavadas.” Neste ano, a Agilimp, juntamente com algumas empresas do setor, está introduzindo o polimento natural em granilites, “um sistema novo, desenvolvido nos Estados Unidos”, assegura.

Finalmente, o Grupo Itan Trata Piso, estabelecido em São Paulo e em Santos, apresenta uma ampla variedade de serviços na área, especialmente em polimento (granito, mármore, granilite, concreto e marcopiso). Ainda no segmento de pisos, a empresa realiza tratamento acrílico, proteção e impermeabilização, limpeza técnica, manutenção técnica e tratamento antiderrapante Step Safe em revestimentos frios, afirmam os sócios Marcos Trench Trindade e Luiz Antônio Di Giaimo. Neste ano, o Grupo Itan Trata Piso começou a trabalhar também com a restauração e a manutenção de pisos em madeira, à base de produtos ecológicos.

Segundo o empresário, quatro tipos de revestimentos foram incorporados à carteira de serviços do grupo: a própria madeira, o concreto, o marcopiso (muito presente em shoppingscenters) e o piso fulget (composto por granilite), este último nos processos de instalação e proteção. Marcos Trench destaca que o diferencial da empresa reside no know-how adquirido em 15 anos de mercado, atuando em conjunto com construtoras, engenheiros e arquitetos.


Pisos da garagem à sala de ginástica, praticidade, inovação e durabilidade

Revestimentos em resina, vinílicos ou feitos da reciclagem da borracha representam boas soluções em termos de praticidade, durabilidade, inovação e decoração. Esses materiais proporcionam resistência e facilidade de instalação. Dispensam quebras, pois demandam apenas a regularização do contrapiso. Podem ser utilizados em diferentes ambientes, como garagens, áreas comuns cobertas ou descobertas, salas de ginástica, quadras e playgrounds, conforme as especificações de cada um.

Há sete anos a Engepox começou a instalar a resina epóxi nos pisos das garagens cobertas dos condomínios. “Os primeiros revestimentos estão intactos”, afirma Evaldo Luiz Kuhn, assessor comercial da empresa. Mas há 15 anos ela trabalha com o material em áreas industriais de tráfego intenso, “pela resistência e facilidade de manutenção e limpeza”. Segundo ele, a expectativa é que o piso mantenha suas características por pelo menos quinze anos, quando então se recomenda uma revitalização, “com a aplicação de uma demão de tinta”.

Monolítico (sem emendas), o epóxi é oferecido em diferentes cores e tonalidades, facilitando a demarcação das vagas ou a sinalização dos acessos. “Já atendemos a mais de 80 prédios. Possuímos um sistema exclusivo de trabalho nos condomínios, com equipamentos próprios e uma equipe bem treinada”, diz Evaldo. A aplicação é rápida e exige apenas cinco dias de serviço. A empresa sugere o escalonamento dos trabalhos, realizando-se um subsolo de cada vez. A Engepox oferece ainda o poliuretano (PU), resina indicada para as áreas externas, como quadras e garagens descobertas, playgrounds e áreas de circulação. Ambas as resinas (epóxi e PU) têm a propriedade de impermeabilizar a base. Se necessário, a empresa faz a regularização e a recuperação da superfície.

Outra empresa que trabalha com o PU é a Retaprene, há mais de 19 anos. Segundo o empresário Edison Poso Lopez Junior, o PU é versátil e pode ser utilizado também como impermeabilizante de lajes. Como piso, seu aspecto monolítico dá um excelente acabamento ao ambiente, observa. “O PU substitui pisos convencionais (cerâmicos e de cimento) com custos compatíveis. Apresenta características antiderrapantes e lisas e pode ser personalizado com o logotipo do condomínio e faixas demarcatórias, em várias cores.” A Retaprene conquistou um grande know-how em PU, acrescenta o empresário, especialmente por sua atuação entre grandes clientes, como o Metrô e a CPTM . Assim, “prazo, qualidade e baixo custo são as nossas principais características”, destaca.

A Aubicon, por sua vez, detentora da marca Impactsoft, introduziu uma grande novidade em revestimento para os condomínios: um piso ecológico de tecnologia europeia, produzido a partir da reciclagem dos pneus. Lançado na FEICON 2008, o produto começou a ser fabricado neste ano pela empresa, em uma unidade própria no Sul de Minas Gerais. “Apesar da crise do começo de 2009, a aceitação do ImpactSoft no mercado superou nossas expectativas”, diz Alberto Safra, administrador e um dos sócios da empresa.

Fabricado em placas, o revestimento dispensa colagens ou o uso de rejuntes. “Se a superfície estiver bem nivelada, não há necessidade de remoção do piso anterior”, afirma. A Aubicon lançou há cerca de um mês a linha fitness, para as academias dos condomínios. “Ela traz um visual bem moderno, com fundo preto e possibilidade de combinarmos mais duas a três cores, dando um efeito estrelado.” Sua superfície lisa não compromete a segurança e facilita a limpeza, diz. Além disso, não apresenta vibração e, mesmo modulares, suas placas permanecem fixas e estáveis.

A Aubicon apresenta ainda a linha de playgrounds, com placas que pesam 24 quilos, fazendo com que fiquem bem encaixadas umas às outras. Alberto lembra que este produto atende às normas de segurança europeias na relação entre amortecimento e altura dos brinquedos, dando mais proteção nos casos de quedas. O Impactsoft pode ser utilizado ainda em brinquedotecas e áreas de circulação e garante a retirada de centenas de pneus velhos do meio ambiente.

Também para as academias, outra opção está nos revestimentos vinílicos, material que a American Pisos comercializa há 16 anos. “O vinílico é excelente para a área de fitness, porque é térmico, acústico, apresenta um bom padrão de amortecimento e oferece muitas cores e possibilidades de combinações, dando ao cliente a opção de criar uma decoração própria”, diz o empresário Luiz Carlos Cavalcante Gomes. Destacando ainda a facilidade de limpeza, sua propriedade antiderrapante e a durabilidade do produto, Luiz observa que o piso é indicado sempre para áreas cobertas, como halls, salões de festas e jogos, espaços gourmets e brinquedotecas, entre outros.

A American Pisos tornou-se uma das principais empresas do mercado com expertise em vinílicos, tendo conquistado o padrão “revenda Mais” da Fademac, fabricante do produto, o que assegura uma “garantia estendida”, comenta Luiz Carlos. A empresa oferece, segundo o empresário, assessoria completa aos clientes e garante a instalação, “realizada por técnicos treinados pela fábrica”.

Pisos Vinílicos - beleza e praticidade para o condomínio

Transformar espaços ociosos dos condomínios em salas de ginástica é uma tendência irreversível nos condomínios. Com segurança e praticidade, os condôminos têm um espaço exclusivo para atividade física, com todos os equipamentos e acessórios. Ao montar esse tipo de sala, muitas vezes o síndico precisa optar por um novo piso, mais indicado para a prática de exercícios. Os pisos vinílicos são uma ótima opção, principalmente por oferecer praticidade na instalação. Além disso, os pisos vinílicos são resistentes e aderentes, sem perder de vista as qualidades estéticas.

Segundo Luiz Carlos Cavalcante Gomes, diretor comercial da American Pisos, na grande maioria dos casos é possível instalar o piso vinílico sobre o piso já existente. “Regularizamos o piso com um preparado a base de massa cimentícia. Se a base não estiver boa, o resultado do piso colocado não é bom”,adverte. Nos casos de tacos de madeira ou pisos de ardósia em mau estado, é recomendável retirar o piso existente para a instalação do novo piso vinílico. Economizar na instalação também não é uma boa pedida. Gomes comenta que o cliente, na busca pela economia, muitas vezes compra o produto e solicita a instalação a um pedreiro. “O piso vinílico deve ser instalado por mão-de-obra especializada. Podem ocorrer trincas e vazamentos de cola. Não vendemos nada sem antes analisar o contrapiso. Por ser um material semiflexível, qualquer imperfeição do piso passa para o vinílico”, conclui.

A American Pisos, há mais de 15 anos no mercado, é especializada em pisos vinílicos e de borracha, e é uma Revenda + da Fademac. “A Revenda + é uma homologação que a Fademac dá a algumas revendas, uma espécie de garantia estendida. Além da garantia da Fademac, o cliente tem a garantia da American Pisos, uma empresa com know-how, treinada pelo fabricante”, explica Gomes. Conforme a linha de produto escolhida, a garantia do fabricante vai de 7 a 10 anos. Já a instalação tem garantia de um ano. Além das salas de ginástica, os pisos vinílicos podem ser instalados com sucesso em brinquedotecas, quadras cobertas, escritórios, bicicletários, salões de festas e outros espaços do condomínio. A American Pisos dispõe de toda a linha da Fademac: Paviflex, em placas de 30 x 30 cm ou 60 x 60 cm, ou pisos em mantas, nas linhas Absolute e Pavifloor. Todos oferecem grande facilidade de limpeza. Anualmente, podem receber aplicação de resina para restaurar o brilho.


Fonte: http://www.direcionalcondominios.com.br

 

 
Página inicial