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segurança

O que o Porteiro deve fazer após um crime no prédio?

Constatado a prática de crime no interior do edifício, ou em suas imediações, envolvendo morador ou funcionário, deve inicialmente registrar os fatos no Livro de Ocorrências Gerais.

Em seguida comunicar o fato ao zelador que ira localizar o morador que fora vitima de algum tipo de crime (ex: furto no interior de auto) narrando o ocorrido. A própria vitima é que deve providenciar a lavratura do Boletim de Ocorrência na Delegacia do bairro.

Na falta dela, um parente pode fazê-lo. Não havendo nenhum parente da vitima, um representante do prédio (sindico ou zelador) pode registrar a ocorrência policial. É de se frisar que o registro de ocorrência não é função do Porteiro.

» O PORTEIRO DEVE ARROLAR TESTEMUNHAS?

Em caso de ocorrência de crime ou contravenção o porteiro deve arrolar testemunhas que presenciaram o fato, como também aquelas que vieram, a saber, do ocorrido por outra fonte, apesar de não ter visto o delito. O porteiro deve anotar os nomes e endereços de todas as testemunhas arroladas que deverão constar no Boletim de Ocorrência.

»O PORTEIRO PODE SOLICITAR UMA VIATURA DA PM PARA VERIFICAR APENAS UMA SUSPEITA?

Essa pergunta é de suma importância para entendermos o trabalho da policia militar. A função precípua da policia militar é evitar que o crime aconteça, através dopatrulhamento ostensivo.
O policial militar não deve ser acionado, somente para casos de flagrante delito, ou seja, com o crime já em andamento. No caso de fundadas suspeitas, o porteiro pode solicitar uma viatura da PM para fazer uma averiguação.

Vamos a um exemplo prático: O porteiro visualiza um jovem usando capote de frio em pleno verão, parado, do outro lado da rua, olhando em direção ao prédio. De vez enquando ele leva a mão na cintura, dando a impressão que possui portando uma arma de fogo. O porteiro liga para o 190 e relato o ocorrido. Uma viatura é acionada ao local e o individuo é abordado e revistado, sendo que o mesmo não portava arma de fogo e sim carrregava na cintura um telefone celular. O rapaz alega que trajava roupa de frio no calor, pois estava com pneumonia. O policial faz levantamento dos antecedentes criminais do rapaz e verifica passagem pela policia, mas não consta mandado de prisão. O averiguado não conseguiu explicar o que fazia no local, mas como não estava em situação de flagrante delito foi liberado.

Esse indivíduo suspeito poderia estar tentando levantar algumas fragilidades do prédio em questão, mas com a pronta atuação do porteiro e dos policiais, com certeza não retornara tão cedo ao bairro.

Fonte: www.tudosobreseguranca.com.br

 

 
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