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Telhado de cobre muda arquitetura em Campos
O cobre, que teve seus dias de glória nas décadas de 30 e 40, quando era visto em coberturas de igrejas e museus, volta a marcar presença em fachadas de edifícios e telhados residenciais e começa a ser aplicado na região do Vale do Paraíba. Em Campos do Jordão, os telhados esverdeados e acobreados do Condomínio Residencial das Pedras, formado por nove residências, destoam-se e revolucionam a arquitetura local. As casas em estilo europeu, tão comuns na cidade turística, ganham um novo destaque a partir do uso do cobre.
De acordo com a empresa Eximax Brasil Divisão de Construção, representante no País da norte-americana Revere Coper Products, a cobertura de cobre não precisa ser trocada num prazo de 50 a 90 anos. A Eximax foi a responsável pela colocação do telhado de cobre em Campos do Jordão.
Segundo o diretor de Desenvolvimento de Produtos da Eximax, Ataíde Xavier, além do design diferenciado, as principais vantagens do uso do cobre são a durabilidade, a ausência de manutenção e de vazamentos. O custo depende de fatores como a inclinação do telhado e do projeto arquitetônico. O preço do metro quadrado do cobre natural varia entre R$ 180 e R$ 220. Já o cobre patinado, que é mais usado, custa entre R$ 200 e R$ 260.
Conforme Xavier, o cobre patinado passa por processo de aceleração do `envelhecimento` - usado pela Revere, que atua em todo o continente americano e pela alemã KNE, que distribui o cobre na Europa e Ásia. Pelo envelhecimento natural o cobre demora 25 anos para chegar ao estágio de pátina, com a cor esverdeada.
A Eximax é responsável pelo desenvolvimento do projeto desde a estrutura metálica até o revestimento com cobre. Como o metal tem grande capacidade para absorver e dispersar o frio e o calor, antes é feito um isolamento térmico.
`Os arquitetos que trabalham com o cobre têm uma concepção diferenciada. Não dá para comparar preços com os telhados comuns. A concepção arquitetônica é única. O cobre é um produto nobre.
O cobre é também usado em fachadas de edifícios. O produto, amplamente difundido na construção civil nos Estados Unidos, Europa e parte da América Latina, especialmente no Chile, já teve seus dias de glória no Brasil nas décadas de 30 e 40. A Catedral da Sé e o Museu do Ipiranga, em São Paulo, são alguns exemplos dessa época. Seu uso passou a ser restrito porque a importação foi proibida por um longo período. Com a abertura da importação, até mesmo as construções high tech, ganharam coberturas e fachadas do metal. A Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos, é outro exemplo do uso do cobre.
De acordo com informações do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), além das propriedades isolantes, resistência e durabilidade, o material é versátil porque permite formas e cores variadas e tem grande valor estético. Por meio de convênio, o Procobre, a Fundação para Pesquisa Ambiental, da USP, e o Departamento de Tecnologia da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo/USP realizam pesquisas que abastecem os profissionais com informações precisas sobre o cobre e suas vantagens.
Com isso, acabam por difundir novos conceitos tecnológicos no mercado. Segundo o instituto, o cobre e suas ligas podem ser usados ainda na indústria automobilística, informática, telecomunicações, transmissão e distribuição de energia, eletroeletrônica, refrigeração e agricultura.
Fonte: Gazeta Mercantil
Seção: Mineração
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