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Aulas de proteção

Para evitar a onda de assaltos, condomínios passaram a gastar mais dinheiro na proteção dos moradores.

Ricardo Rodrigues é porteiro de um prédio na Tijuca há sete anos. O condomínio onde ele trabalha nunca foi assaltado. Mesmo assim, fez questão de participar do curso da Polícia Militar.

"Algumas coisas eu já sabia, outras não. A gente passa a aprender mais, principalmente noções de segurança, que são essenciais", conta ele.
Das aulas, que duram uma semana, eles recebem instruções de prevenção. "É importante o preparo profissional deles. Vamos passar algumas noções que sempre foram tradicionais no cargo de portaria, que agora eles vão aprender que não são mais", aponta o instrutor, Alexandre Frugoni.

Em um edifício na Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, há porteiros e seguranças. No prédio ninguém entra sem ser previamente identificado. Atualmente, oito câmeras filmam a entrada, a garagem, a portaria e os elevadores. A intenção dos moradores é instalar nos próximos meses outras 24 câmeras. O investimento é alto, são R$30 mil. Mas, segundo os síndicos, vale a pena. "Toda a ação criminosa hoje em edifícios é muito bem planejada, principalmente na Zona Sul, por causa do alto poder aquisitivo. Então se existem uma intenção criminosa planejada já vai inibir", aponta o síndico Roger Mann.

Os equipamentos são sofisticados, só depois da autorização do morador, a visita pode entrar. Ela então será fotografada e cadastrada. Toda a equipe da portaria foi treinada por especialistas do Sindicato das Empresas de Administradores de Imóveis do estado, o Secovi. Alexandre diz que não é mais porteiro, e sim recepcionista. "Aprendi, e muito, a lidar com o público. Uma coisa que eu aprendi é que o porteiro deve manter segredo do trabalho dele. Ele nunca pode estar falando do trabalho dele pra ninguém", afirma Alexandre da Silva, porteiro.

Na mesma rua, no prédio ao lado, uma prática que é comum entre os porteiros e condenada pelos PMs: ficar do lado de fora da portaria. Seu João, que trabalha na rua há 17 anos, diz que não tem problema. "Quando eles querem roubar não tem isso não".

O seu João coloca, assim, em risco a própria vida e a dos moradores. Mas é bom saber que os cuidados com a segurança em um prédio muitas vezes atingem o conforto dos moradores.

Em alguns condomínios, por exemplo, os entregadores não passam da portaria: o morador tem que descer para receber o produto.
Raimundo Castro é instrutor e consultor de segurança do Secovi, sindicato que representa os condomínios do estado, e dá algumas dicas de como melhorar a segurança do prédio. 

RJTV – Essa medida de não deixar os entregadores subirem nos edifícios é eficaz?
Raimundo Castro - É uma medida incômoda, mas muito eficaz, porque evita que pessoas estranhas entrem no prédio.

Que outras dicas o senhor pode dar para quem ainda se sente inseguro no prédio?
O Secovi, através do Centro de Capacitação no Rio de Janeiro, treina os porteiros e passa medias simples, porém eficazes. O uso do equipamento de segurança associado à solução de conflitos é a medida mais adequada. Eles aprender a como utilizar o interfone adeqüadamente, como usar o circuito fechado de TV, monitorando as pessoas que têm acesso tanto na garagem quanto na portaria. Filmar as pessoas antes de elas terem acesso ao prédio, utilizar duas portas intertravadas, uma só abre quando outra estiver fechada. São medidas simples, mas eficazes.

São muitos equipamentos, muitas vezes os moradores não têm como arcar com todas as estas despesas. Se os moradores tivessem que escolher um equipamento, qual seria?
A ferramenta principal de um porteiro chama-se interfone. O interfone é um processo de identificação antes de a pessoa entrar no prédio. Essa ferramenta é indispensável.

A gente fala muito no treinamento dos porteiros, mas os síndicos também têm um papel importante, para cobrar e exigir que os porteiros se mexam e cuidem da segurança. Até que ponto é importante os síndicos terem essa preocupação?
É muito importante. È tão importante que, em casa turma que o Secovi treina, tem, pelo menos, dois a três síndicos. Eles realmente saem conscientes da nova metodologia e a importância da qualificação das pessoas. Sem as pessoas não adianta ter equipamento.

Qual é o papel dos policias para evitar os assaltos?
Eu acho que a polícia faz o seu papel o seu policiamento. O que eu acho que é preciso é a contribuição da sociedade como um todo. Se a gente não contribuir, se os condomínios não contribuírem, realmente a polícia não vai ser eficaz no desempenho das suas atividades.

Fonte: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUI122307-9097,00.html

 

 

 

 

 
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